Amor Proibido

Noite alta de primavera. Solidão na campina. O vento soprava, e a grama sussurrava segredos e esperança.

O vento parou de soprar. A grama sussurrou.

– Demoraste tanto. Achei que não virias – falou para quem chegava.

– Sério? – perguntou. – Faz tempo que nos encontramos assim, sempre no mesmo dia, sempre sob as mesmas estrelas. Não devias desconfiar de mim.

– Sério que acreditaste? Estava só a te provocar – sorriu. – Não duvidava de que vinhas.

Sorriu de volta.

– Bem sabia. Só devolvi a provocação.

Sorriu mais ao sorriso que recebia. Era o que existia de mais bonito no mundo, o riso de quem se ama, para quem ama.

– Desde que ajustamos este dia para nos encontrarmos, minhas decanas têm sido ao mesmo tempo mais felizes e mais tristes. Felizes por causa da perspectiva de te reencontrar. E tristes por causa da expectativa que fica até eu, toda vez, te reencontrar. Sabes de uma coisa?

Fez que não sem desviar o olhar.

– Hoje as horas correram devagar na aula de História.

– Hoje foi dia de aula de História?

– Foi. Mas eu não queria saber do passado, da história de pessoas desinteressantes. Só pensava no presente, neste aqui e agora sob as mesmas estrelas.

– Não insistas nessa conversa, que não levas jeito para a coisa. Posso apostar que ficaste a refletir sobre o que dizer enquanto eu me demorava, e eis que me sais com uma tirada vulgar e trivial.

– Não aproveitei teu atraso para romantizar. Arranjei outras formas de me distrair, como assobiar ou… – atrapalhou-se, sem ideia de como prosseguir – ou… – interrompeu-se. A mente vazia não ajudava. Depois acrescentou tardiamente: – Bem, me entretive de outras maneiras. E o que proferi foi, realmente, vulgar e trivial, mas só porque era verdade! As verdades mais verdadeiras são assim, tu sabes.

– O que sei é que nossa verdade é segredo. Se for revelada, não será vulgar para ninguém, e sim incomum para todos. Será tão incomum que uns e outros desaprovarão. E tampouco será trivial; será polêmica e controversa, isso sim. No mínimo discutirão se nossos encontros são crime, imoralidade ou pecado. Ou tudo isso junto. E divergirão se merecemos chibatadas, o degredo ou a fogueira. Ou algo pior.

– Mas tu não crês em nada disso, crês? Ou ainda hesitas? Ainda… – aproximou a face – temes?

– Temo tanto quanto tu temes – respondeu. O suspiro que liberou teve o peso da terra inteira. – Sei que tens medo também, não negues; afinal, continuamos a nos encontrar sob a proteção da capa da noite.

– Eu dispensaria essa proteção se tu concordasses. E te protegeria.

Fungou uma risada.

– Me protegerias? E quem protegeria a ti?

– Tu.

Descartou-lhe a resposta com um peteleco no meio da testa.

– Adivinhei que falarias alguma besteira sem sentido. Sabes que não me convences com essa tua lógica circular.

– Heh, me conheces esse tanto? – fingiu espantar-se. – Mas, ei, também consigo te decifrar. Posso enxergar teu coração através de teus olhos, e ele reluta, se encolhe, se acovarda e… – Tentou encostar nariz com nariz, mas, ao invés de unirem-se, afastaram-se. A incerteza era forte demais para que um único passo intrépido a dissipasse. A ousa-dia fez com que se arrastassem para longe, perdessem o equilíbrio e caíssem para trás. E gargalharam da cena lastimável.

Aceitou a mão que lhe estendia. Permitiu-se içar e recompôs-se, mas não desenredou os dedos.

– E tu: que fizeste hoje?

– Hoje foi dia de descanso. Passei-o na biblioteca.

Não pôde evitar rir.

– Só tu gastarias um dia livre com leituras! Eu prefiro cavalgar.

– Mas repara que nosso encontro também me influenciou, como a ti. A biblioteca é uma de minhas rotinas; não houve novidade nisso. Mas, por pensar em ti, hoje foi a primeira vez em que desbravei uma seção empoeirada e esquecida, com escritos que não são mais lidos e que datam de quinhentos anos atrás.

– E que escritos são esses?

– Poemas.

Engasgou no próprio riso.

– Poemas? Lês poemas e depois te metes a criticar meu romantismo, ora essa!

– Não deboches de mim – corou, mas preservou a compostura. – Só espera, pois ainda não terminei o relato.

Assentiu e silenciou.

– Os poemas que li são da autoria de Hëren. Ele foi um dos raros governantes de Brumathëvira a ser deposto pelo Conselho antes de concluir o mandato. Sabes por quê?

Fez que não.

– Porque escrevia seus poemas. E os escrevia porque amava. E amava tanto e tão zelosamente, que acabava negligenciando seus deveres para com seu povo. Sabes o que ele escrevia?

De novo fez que não.

– Juras de amor e de fidelidade eternos.

Com seriedade, fez que entendia.

– Pronto. Podes rir! Contei o que tinha para contar – disse.

Mas a austeridade não sumiu quando respondeu:

– Eu não permitiria, sabes? Não deixaria que jurasses a mim.

– Como não? – franziu o cenho. – Por que não?

– Porque a eternidade para mim é diferente da eternidade para ti

– Não me importo.

– Mas eu, sim. Seria injusto.

O vento repôs-se a soprar.

– Façamos assim – encetou após meditar. – Minha sugestão deve te agradar, pois gostas do que é lógico. Juremos fidelidade pelo tempo que durar nosso amor.

– Não é lógica. É obviedade. Se juramos fidelidade por amor, o amor é requisito para o juramento.

– Pois que seja – irritou-se. – Não tentes me engambelar. Bem sei que entendeste o que eu quis dizer. – Fez uma pausa. Umedeceu os beiços. – O amor que tu e eu procuramos exige duas pessoas, e só duas: eu e tu. Quando eu partir – mordeu o lábio por um segundo –, e eu partirei…

– Eu sei – cortou. Encolheu as pernas e abraçou-as com força. – Eu sei – repetiu. – Só… não desejo conversar a respeito agora.

– Concordo. Não vale a pena. O clima não é propício.

Deitaram-se na relva que sussurrava com o vento.

Apontou para a Lua, que arriscava espiar de trás de uma nuvem. O luar prateou a campina.

– O deus de meu povo condena o que fazemos. Está escrito.

– Há muita bobagem escrita em livros caros e bonitos. E há muita sabedoria que jamais foi proferida.

– Mesmo assim…

– Não deves te preocupar. O que fazemos concerne apenas a nós. Não perturbamos ninguém, nem sequer os deuses. Eles têm pendências mais imediatas para resolver.

– Eu também. E tu.

– Minhas pendências inexistem ou são remotas. Só serão imediatas se a sucessão chegar até mim, e ainda que isso ocorra, sempre posso renunciar à coroa. Tuas pendências são hipotéticas, pelo que me consta. Só nascerão quando… ou se, algum dia, tu as-sumires uma posição oficial de renome.

– Oh, agradeço o voto de confiança.

– Não desconverses – e riu. – É que ainda receias, não é?

Imitou o gesto e apontou para a Lua.

– Pensa desta maneira. Teu deus é chamado Sentinela dos Quatro Cantos, já que nada lhe escapa. Diz-se que, mesmo na Lua Nova, quando o olho dele está fechado para esta parte do mundo, tudo acontece sob sua vigilância. Significa que – ergueu o indica-dor em sinal de atenção –, quando me conheceste, foi com a conivência dele. E quando, a cada noite, nos encontramos, ele é cúmplice de nosso segredo. Se nos apaixonamos, é porque ele compactuou conosco. Vês? Até agora, não nos condenou.

– Até agora – enfatizou como que discordando.

– Então pensa de outra maneira. Sabendo que teu deus não evitou que me conhecesses, mesmo podendo fazê-lo, conseguirias viver feliz consciente de que eu estaria por aí, longe de ti? Imagino que não. Portanto indago: teu deus te colocaria para sofrer desse jeito?

– Talvez fosse essa a condenação – murmurou hesitante. – Alguns sacerdotes de meu povo defendem que deveríamos enfrentar essas provações, porque seria o certo a se fazer.

– E tu achas que seria o certo a se fazer?

– Não tenho certeza.

– Logo, te portarias de modo que talvez, só talvez, fosse correto, mas que certa-mente não seria bom. Seria uma escolha insensata.

Seus dedos, ocupados em tatear-lhe os cabelos, deslizaram-lhe até a ponta da o-relha e, a seguir, acariciaram-lhe o queixo.

Aproximaram-se e, dessa vez, não se afastaram.

– Não fiz essa escolha insensata. Afinal, estou aqui, não estou?

– É verdade.

– Ficaria contigo mesmo se me portasse de modo errado.

– É o que esperava ouvir.

Olhos azuis miravam olhos cinzentos, e a Lua mirava a campina.

– Quando te vejo assim tão perto, me fogem as palavras. Somente um bardo mu-do, a dedilhar um alaúde sem corda, para uma plateia de surdos, saberia descrever, com canto e música impossíveis, o que sinto quando estou contigo.

– Heh, depois dessa, nunca mais poderás reclamar dos poemas que leio.

– Admito que formulei esses versos enquanto vinha para cá, e os refinei enquanto tardavas a aparecer.

– Oh, então não passaste o tempo assobiando ou… (como disseste?) te entretendo de outras formas? Fazias poesia.

– Sim. Mas não só faço poesia. – Baixou o tom para falar ao ouvido. Somente os que amam, bem como as estrelas, confidentes de quem ama, poderiam escutar. – Não só faço poesia, mas também a exercito. Fazer poesia é diferente de exercitar poesia, sabias?

Fez que não.

– Podes me ensinar?

Fez que sim.

A respiração era quente e descompassada. A noite era fresca e serena.

O vento parou de soprar. A grama sussurrou.

E sussurraram.

 

 

Foto por Donal Mountain

 

16 Comments
  • Wilton Bastos
    outubro 24, 2014

    brilhante! a opção por não descrever fisicamente as protagonistas e por não lhes atribuir pronomes que indicassem o gênero impossibilitaram, ao menos nessa primeira leitura, a ciência do sexo a que elas pertenciam. isso gera uma puta identificação e uma universalidade sem precedentes. pode se tratar de um casal de homossexuais como pode se tratar de outros tipos de amor proibido à época. o uso da segunda pessoa nas falas também me parece proposital. pode denotar com primor e parcimônia que a história não pertence à nossa época. isso para não falar no lirismo, na verdadeira maestria com que cê escreve diálogos, e na tão bem acertada escolha de palavras. parabéns. dos melhores contos que li nesse ano. e esse foi o ano em que mais li contos na vida.

  • Jaqueline Vieira
    outubro 24, 2014

    Amei, amei, amei!!! Imaginei tanta coisa, tantas possibilidades pra esses dois personagens e não sei por qual motivo, no começo da leitura me veio à mente o Pequeno Príncipe. Depois a coisa foi mudando, me identifiquei muito com o fato de que algo impede essa união e caí no choro! Sem contar a maestria com que o texto foi construído. Como é bom quando as palavras nos atingem como flechas certeiras, disparos no coração… Parabéns Rodrigo

  • Rodrigo Cerveira Cittadino
    outubro 24, 2014

    Nossa, muito obrigado por um comentário tão entusiasmado, Jaqueline! :D
    Então… a inspiração mais direta é Romeu e Julieta, não tenho como negar. Mas, remotamente, pode haver algo de O pequeno príncipe no texto também, porque é um livro tão marcante que sua influência permanece ao longo de nossa vida e ao longo de nossos escritos.
    Eu quis deixar obscuro o motivo de os/as personagens não poderem ficar juntos/as exatamente para não limitar as possibilidades de interpretação. Originalmente o conto era mais longo e existia, sim, uma indicação mais precisa (ok, não era tão precisa assim) das razões por detrás do conflito amoroso, mas depois percebi que isso era dispensável.
    De novo muito obrigado – por ler e por comentar!

  • Rodrigo Cerveira Cittadino
    outubro 24, 2014

    Obrigado pelos elogios, Wilton! :)
    Exato, você acertou em todos os pontos.
    São propositais a falta de gênero e a imprecisão quanto ao motivo que obsta o relacionamento do casal. A opção por não usar pronomes, nomes ou adjetivos que caracterizassem os/as personagens foi meio que um desafio autoimposto: eu queria saber se conseguiria escrever algo que não ficasse confuso mesmo não empregando várias palavras que, geralmente, são essenciais.
    E, sim, você também está correto quanto à história não pertencer a nossa época. É verdade que isso não pode ser claramente identificado no conto, então alguma margem para outras interpretações é resguardada. Mas, quando concebi a história, o contexto que imaginei era medieval. É que o texto consiste, na realidade, num spin-off de um romance maior que estou escrevendo há um tempo (e que nunca termino, hahahaha!); é uma fantasia medieval, logo faz sentido que o conto também siga essa linha. :P
    Novamente obrigado!

  • Juliano Rossin
    outubro 27, 2014

    A princípio achei que fosse um caso entre a Lua e o Sol, mas depois vi que não era e durante o texto minha curiosidade só foi aumentando em relação a quem seriam os personagens.

    É bela e sutil a conversa deles e como você não nos dá nenhuma dica ou resposta sobre suas vidas, tem-se um enorme leque de possibilidades de quem são e porque podem ou não podem estar juntos. Para alguns leitores isso pode ser ruim, já que gostam das coisas explicadinhas nos detalhes, para outros este será o ponto interessante. Vai do agrado de cada um.

    Como sempre a escrita está muito boa, teria uma coisinha ou outra que eu teria mudado mas não porque esteja errado e sim porque sou chato e só queria mudar.

    Parabéns Rodrigo, e obrigado por compartilhar.

  • Rodrigo Cerveira Cittadino
    outubro 28, 2014

    Vlw, Juliano! :)

    Então… na verdade você é quem teria mais subsídios para decifrar o contexto dos personagens e o motivo que os impede de ficar juntos. Reconheço, contudo, que a trama é propositalmente obscura; seria muito difícil adivinhar. Então explico de onde surgiu o conto. Originalmente, ele era um spin-off daquele romance que eu ainda (sempre ainda) estou escrevendo, o “Além do Sol e da Lua”. De início o texto retratava a história de um humano e de uma elfa, que seriam pais de um personagem secundário da história; o preconceito contra esse tipo de união e a perseguição aos semielfos, aspectos comuns no “Além do Sol e da Lua”, justificariam que o relacionamento fosse arriscado. Mas depois, eventualmente, reescrevi o conto omitindo tudo isso. A única coisa que restou foi a parte de que “a eternidade para mim é diferente da eternidade para ti”, uma referência sutil à imortalidade da elfa, em oposição à mortalidade do humano. E foi isso.

    Obrigado por ler e por comentar.

  • #Santo
    outubro 28, 2014

    Citta foi matador nesse texto.

    Acho que a exclusão dos pronomes e etc, ainda que tenha conferido uma aura de mistério ao texto, confundiu um pouco as personagens.

    Lá pelas tantas já havia me perdido em quem estava esperando e quem havia chegado.

    Mas é um baita material. Principalmente se for enveredar para a fantasia como tu disseste.

  • Rodrigo Cerveira Cittadino
    outubro 28, 2014

    Obrigado, #Santo!

    Pois é, também acho que a falta de pronomes confundiu um pouco. Até porque, à medida que o diálogo progride, o/a personagem A não se alterna ao/à personagem B sem parar; às vezes A fala duas vezes seguidas, o que confunde mais.
    Se a “voz” de cada personagem ficasse mais transparente em cada fala, talvez não acontecesse essa confusão, mas o problema é que algumas falas são genéricas demais para que se possa dizer que pertencem ao/à personagem A ou ao/à B.
    E fico pensando que essa ideia de escrever sem pronome/nome/etc. não poderia ser aplicada a um diálogo entre três pessoas. Aliás, até poderia, mas ia ser muito mais difícil tornar compreensível a sequência de falas. Talvez seja divertido tentar algo assim, hahahahaha!

  • Rodrigo Cerveira Cittadino
    outubro 28, 2014

    Ah, e, #Santo, depois, se não for incômodo, seria possível editar o texto para corrigir um errinho que só percebi agora, por indicação de uma amiga? No trecho “teu deus te colocarias” era pra ser “colocaria”. Sei que é só um detalhe, mas… se não for complicado editar… eu agradeceria. :D

  • #Capitão
    novembro 13, 2014

    Estou lendo o Mercador de Veneza e encontrei muitas similaridades, talvez pela robustez da linguagem, muitas semelhanças.

    Que texto bom, quanta poética, quanto poder. Perfeito Rodrigo! Perfeito!

  • #Capitão
    novembro 13, 2014

    Não senti isso. O texto foi claro do inicio ao fim…

    Jane Austen faz isso de não identificar ou dar pronomes quando há muitas pessoas na mesma sala! Dá nó na mente, mas serve ao propósito de fazer com que a conversa se pareça com uma conversa real sem dar a necessidade de identificar quem falou o que, excetuando-se os personagens que realmente são importantes na trama.

    Sugiro a leitura atenta aos dialogos que ela faz como estudo! Geralmente a posição de quem está de fora é irrelevante, mas o posicionamento dos personagens em razão da conversa é fantástica!

  • Rodrigo Cerveira Cittadino
    novembro 13, 2014

    Curti a dica. Checarei.
    E, realmente, não identificar os personagens numa conversa envolvendo muitos deles pode mesmo dar maior verossimilhança ao diálogo. Fica confuso, mas até uma conversa “ao vivo”, uma conversa de que eu esteja participando, se houver muitas pessoas, fica confusa.

  • Rodrigo Cerveira Cittadino
    novembro 13, 2014

    Obrigado pela leitura, Rainier! :)
    Então… devo confessar que nunca li nenhuma obra de Shakespeare na íntegra. Só alguns trechos de “Romeu e Julieta” e de “Hamlet”. É algo que ainda pretendo remediar.
    Mas, apesar de ter lido pouco, este texto, pelo menos no enredo, foi conscientemente inspirado em “Romeu e Julieta”. Talvez seja essa uma das razões das semelhanças.

  • #Capitão
    novembro 24, 2014

    Ah nem fala. Assisti Romeu e Julieta essa semana, o ballet. Chorei…

    Shakespeare sabe como tocar corações. Ainda mais corações que quase passaram por experiência de quase morte e quase deixaram pessoas amadas.

    Vale à pena ler uma obra de Shakespeare. E recomendo um desses dois que você falou, com preferência à Hamlet!

  • Filipe Sena
    abril 29, 2015

    Bem interessante. Pelo que eu vejo a galera daqui sabe aproveitar bem as limitações em relação ao tamanho dos textos pra exercitar o subtexto nos contos, sempre com efeitos otimos. Quanto ao texto em si só tenho uma ressalva. A linguagem toda me remeteu a algo bem antigo, mas quando os personagens falam “Sério?” eu saí um pouco do clima. Pode ser frescura minha, mas acho q deu uma destoada em relação ao resto, mas nada q tire pontos do texto

  • Rodrigo Cerveira Cittadino
    abril 29, 2015

    Sério? O.O
    Brincando, hahaha! Concordo totalmente: acabou destoando do restante da linguagem usada. Deixei passar, e olha que, nos diálogos, costumo ter mais facilidade pra ser rebuscado do que pra ser coloquial. Vou alterar no original, talvez por “Achas mesmo?” ou “É o que achas?”.
    Brigado por ler, comentar e apontar esse trecho, Filipe! :)

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