Há quanto tempo?

Há quanto tempo não choro?

Há quanto tempo tornei-me apática às minhas próprias armas?

Não quero ser ninguém

Só quero estar

Desafogar-me da cegueira

Estou me escondendo da vida

Como folhas mortas, secas, fétidas

Amando tudo o que há de miserável nas sombras

Fugindo dos sentidos

Despedaçando sentimentos

Há muito idos e sonolentos

Enterrados no túmulo de minha avó

Ou talvez antes do sepultamento

Devem ter ficado  útero

Covarde assassinato

É medo de sofrer

 

Minha busca por igualdade só visa às vantagens

Cidadania de deboche

Há lucros de toda sorte

Minha ânsia de liberdade

só pode ser liberalismo encubado

através de meu corpo desastrado

no ínfimo estado de ser.

Liberdade coisa alguma

Queres é absolutismo

Uma liberdade para ti e mais ninguém

Este é seu desejo de diferença.

 

Podes aceitar ser igual?

Podes aceitar ser animal?

Podes apenas aspirar ao poder!

Aspirar dióxido de carbono

Na sua cidade em decomposição

No seu país de distintos

E seu desenvolvimento de araque.

Aos pseudointelectuais,

apenas o pseudo-amor.

Conhece-te a ti mesma

Ama-te pseudamente

Finge que entendes

Finge que vives

Forja a cadeia de tua mente.

 

 

 

Imagem por Bryon Lippincott

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